O consumidor brasileiro contemporâneo está passando por uma evolução que mudou as regras fundamentais de marketing para marcas e anunciantes
Imagine duas pessoas da mesma idade e rendas semelhantes, sentadas lado a lado em um voo do Rio para São Paulo. Uma está assistindo à sua série favorita, totalmente imersa na história. A outra está fazendo compras online, procurando a roupa perfeita para o casamento de um amigo.
Elas compartilham um destino, mas estão em jornadas completamente diferentes como consumidores. Cada experiência é moldada por preferências pessoais, hábitos digitais e momentos culturais.
Essa cena simples reflete uma verdade maior: cada um dos mais de 200 milhões de habitantes no Brasil está em sua jornada própria e única como cliente e tem prioridades e preferências diferentes.
Por décadas, os anunciantes tentaram entender essas audiências complexas por meio de rótulos demográficos simples, como a idade. Embora essas categorias já tenham servido como atalhos úteis em uma era de informações limitadas, os consumidores de hoje esperam um reconhecimento diferenciado das coisas que são importantes para eles. Para anunciantes e profissionais de marketing, criar conexões com esses consumidores requer olhar para eles através de um prisma totalmente novo. Afinal, o consumidor brasileiro contemporâneo está evoluindo.
Para entender melhor essa mudança, a Amazon Ads, que oferece soluções publicitárias de funil completo para ajudar empresas de todos os tamanhos a atingir seus objetivos de marketing em escala, realizou um estudo global em mais de 11 países, incluindo o Brasil, em parceria com a Strat7 Crowd.DNA.
A pesquisa revelou que as pessoas não se veem mais através das lentes da idade. Em vez disso, 84% dos brasileiros apontam que seus interesses, hobbies e paixões os definem mais do que sua idade.
Os rótulos geracionais não são mais relevantes
A teoria de gerações reúne as pessoas com base no período em que nasceram
A maioria conhece a teoria hoje baseada em grupos populares como Millennial ou Gen Z. Por décadas, isso tem sido usado como base para publicidade e marketing para definir o comportamento de grupos.
Embora uma faixa etária possa trazer contexto com momentos históricos compartilhados, ela não captura necessariamente as nuances dos valores, interesses ou comunidades de uma pessoa, uma vez que uma combinação única de tecnologia, mudanças sociais e globalização tem preenchido essa lacuna e quebrado os limites entre as gerações.
No estudo, 91% dos brasileiros disseram que sua mentalidade os define mais do que sua idade. Uma visão como essa indica uma mudança nacional e significativa na forma como as ideias e atitudes dos consumidores mudaram ao longo do tempo.
Para as marcas, simplesmente confiar em insights geracionais para alcançar os consumidores pode limitar seu escopo, perder oportunidades valiosas de engajamento ou até mesmo levar a estereótipos e suposições que impedem conexões verdadeiras com os clientes.
Mesmo em nossas vidas diárias, muitos de nós ainda fazemos
essas suposições sobre idade e gerações. Você faz?
Coloque seu conhecimento das gerações à prova com este quiz!
Instruções:
1 Escolha uma pergunta e tente adivinhar a geração
2 Para saber a resposta, clique no card e descubra se acertou
Adivinhe a geração
91% de qual geração disse acreditar que todos devem ter a liberdade de ser quem realmente são?
Resposta →
43% de qual geração disse que se esforça para limitar o uso de telas e dispositivos eletrônicos?
Resposta →
79% de qual geração disse que faz o possível para garantir seu futuro financeiro?
Resposta →
As marcas
precisam de uma
nova perspectiva
Insights comportamentais — em vez de apenas suposições demográficas — ajudam as marcas a aparecer para a audiência certa nos momentos certos, enquanto entender que valores e comunidades compartilhados podem inspirar narrativas criativas mais autênticas.
De acordo com Carolina Piber, diretora-geral da Amazon Ads Brasil,
“há uma oportunidade para as marcas criarem conexões mais significativas, envolvendo a audiência por meio de suas paixões e momentos culturais compartilhados, em vez de estereótipos demográficos”.
Por meio de conteúdo de vídeo premium, experiências de áudio e envolvimento liderado por criadores, as marcas podem criar relacionamentos mais profundos com quem realmente se conecta com sua mensagem.
As marcas podem otimizar ainda mais suas interações, combinando valores, comunidades e comportamentos com insights demográficos tradicionais, como idade. Basta considerar como os anunciantes que usam a Amazon DSP tiveram taxas de conversão até 2,2x mais altas com campanhas que usavam audiências baseadas em idade e interesses juntos, em comparação a campanhas que usavam apenas audiências baseadas em idade.
Junte-se à jornada
do consumidor
Hoje, a jornada de um consumidor tem muitos pontos de contato — de transmissões ao vivo e podcasts a compras e streaming. À medida que os consumidores se movem fluidamente entre o streaming de seus programas favoritos, o engajamento com os criadores e a descoberta de novos produtos, cada interação adiciona profundidade à sua história única. Por isso, marcas que reconhecem e respeitam essa complexidade desenvolverão conexões mais fortes.
“O playground publicitário da Amazon abrange uma gama incrivelmente diversificada de pontos de contato. Estamos nos conectando com os clientes ao longo do dia, desde conteúdo premium e esportes ao vivo no Prime Video até conteúdo orientado por streamers na Twitch, música por meio da Amazon Music e experiências de compras na Amazon.com.br. O que torna isso realmente poderoso é como esses canais se complementam”, explica Carolina Piber
O futuro da mídia no Brasil dependerá de como as marcas podem redesenhar sua estratégia e repensar seu mix de mídia tradicional para estarem presentes nas jornadas dos clientes nos momentos mais relevantes.
Podcast
Além das Gerações: Como os Consumidores se Conectam por Valores
Conselhos de especialistas
No CMO Day, organizado pela Amazon Ads e Makers, especialistas do mercado como Olga Martinez, Sócia na Amelie Consulting, Chico Felitti, Jornalista, Autor e Criador do podcast 'A Mulher da Casa Abandonada' e Marina Pires, Country Managing Director na Monks, se uniram á Carolina para discutir os principais insights da pesquisa e compartilharam conselhos e ideias estratégicas sobre como as marcas podem conectar com os consumidores em um cenário em constante evolução no Brasil.
Para Olga, estamos em um momento de desconstrução social, onde antigos paradigmas sobre gerações não se aplicam mais. A oportunidade é "tocar a fibra social e cultural do momento do público."
A pesquisa reforça essa ideia, já que no Brasil, 77% dos entrevistados são mais propensos a se envolver com marcas que entendem seus valores e interesses. Os consumidores precisam ver o valor que uma marca pode adicionar à sua vida diária, e as marcas precisam fornecer a eles esse motivo.
Isso significa que, para criar conexões significativas com os consumidores, as marcas precisam identificar com quais valores e paixões compartilhados seus clientes se relacionam e onde podem encontrá-los em suas jornadas.
Mas não é apenas sobre o quê e o onde. Como as marcas se comunicam com seus clientes é igualmente importante. Mais do que nunca, as marcas precisam ser intencionais em suas mensagens e nas histórias que contam.
"Aqueles que querem falar com todos não falam com ninguém", disse Marina Pires. Chico Felitti, concordou com essa ideia e acrescentou que a história precisa ser boa, não simplesmente um reflexo do consumidor, porque "uma senhora de 70 anos de Poços de Caldas pode amar um documentário sobre uma mulher que desaparece em um cruzeiro".
Além da Divisão de Gerações
O afastamento das ideias tradicionais de publicidade baseada em idade para um novo tipo de abordagem baseada em valores, interesses e comunidades compartilhados é um desafio para as marcas, mas também apresenta uma oportunidade emocionante.
Ir além da divisão de gerações é uma chance para as marcas serem criativas com suas histórias e formatos, alavancarem a tecnologia inovadora para tecer essas narrativas perfeitamente na jornada do cliente e entenderem suas audiências com mais profundidade. As marcas que podem otimizar essa oportunidade farão parte de um novo futuro para a mídia, publicidade e marketing no Brasil.
Para começar, baixe o relatório completo