Qual é o papel de uma gestora de investimentos em um fundo?
Ela define a estratégia e escolhe os ativos; administradora, custodiante e distribuidora respondem por outras etapas do funcionamento de um fundo
Em um fundo de investimento, os recursos de diferentes investidores são reunidos e aplicados de acordo com uma estratégia definida. A gestora decide onde aplicar esse patrimônio, mas não trabalha sozinha: outras instituições cuidam da administração, da custódia e da distribuição das cotas. Entender essa divisão ajuda a avaliar como o fundo funciona e quem responde por cada etapa.
Quem faz o quê em um fundo
A gestora define a estratégia e toma as decisões de gestão. Cabe a ela escolher os ativos, acompanhar os resultados e ajustar a carteira dentro dos limites previstos no regulamento do fundo. Dependendo da estratégia, esses recursos podem ser aplicados em títulos de renda fixa, ações, imóveis ou projetos de infraestrutura.
A administradora responde pela constituição e pelo funcionamento do fundo. Entre suas atribuições estão zelar pelo cumprimento das regras aplicáveis e coordenar serviços necessários à operação, como a contabilidade e a divulgação de informações aos investidores.
A custodiante presta o serviço de guarda e controle dos ativos sob custódia. Já a corretora pode intermediar operações de compra e venda no mercado. A distribuidora, por sua vez, oferece as cotas do fundo aos investidores, diretamente ou em plataformas de investimento. As funções de corretora e distribuidora podem ser exercidas pela mesma instituição.
Essa divisão estabelece responsabilidades para cada participante. Ela também permite ao investidor identificar quem toma as decisões sobre a carteira e quem cuida dos demais aspectos da operação.
Como a gestora é remunerada
A remuneração da gestora pode incluir uma taxa de gestão, calculada conforme as regras do fundo. O investidor deve observar também a taxa de administração e os demais custos previstos nos documentos do produto, para entender quanto paga e por quais serviços.
Alguns fundos cobram ainda taxa de performance quando a rentabilidade supera uma referência definida em seu regulamento, chamada benchmark. As condições de cobrança variam conforme o fundo e devem ser consultadas antes da aplicação.
Gestoras seguem estratégias diferentes
Há gestoras especializadas em renda fixa, ações, multimercados ou ativos alternativos. Cada estratégia combina possibilidades de retorno, prazos e níveis de exposição a perdas diferentes.
Fundos de renda fixa podem aplicar em títulos públicos e privados. Fundos de ações concentram a carteira em participações em companhias, enquanto os multimercados podem combinar diferentes classes de ativos. Já as estratégias de ativos alternativos abrangem, entre outras áreas, private equity, infraestrutura e crédito privado. Nesses casos, o prazo de aplicação e a possibilidade de resgatar os recursos exigem atenção especial.
O Patria Investimentos é um exemplo de gestora com atuação nessas áreas. Seus fundos seguem estratégias distintas: alguns podem financiar projetos de infraestrutura; outros, adquirir participações em empresas, aplicar em operações de crédito ou atuar no segmento imobiliário (real estate), com foco em ativos como galpões logísticos, shopping centers e edifícios comerciais Por isso, mesmo dentro de uma única gestora, prazo, liquidez e exposição a perdas variam conforme o produto.
Antes de escolher um fundo, vale conferir sua estratégia, os ativos em que pode aplicar, as taxas, o prazo de resgate e o histórico da gestora. Também é importante identificar a administradora e ler os documentos do produto. Essas informações ajudam a avaliar se o fundo é compatível com os objetivos e o horizonte de quem vai aplicar os recursos.