ONGs fazem operações cruzadas com verbas de emendas de vereadores
Entre 2020 e 2025, um grupo de organizações não governamentais movimentou ao menos R$ 9,8 milhões – verbas recebidas por emendas de vereadores paulistanos – em uma rede de contratos cruzados, com transações e despesas recíprocas entre entidades nas execuções de projetos sociais. O levantamento do Estadão foi feito em 120 prestações de contas de convênios entre seis ONGs e a Prefeitura de SP. As transações envolvem tanto as entidades quanto empresas ligadas a seus dirigentes. A subcontratação, por parte de ONGs, de empresas de seus próprios dirigentes é proibida, inclusive se ocorrer de modo “cruzado”. As prestações de contas analisadas envolvem emendas indicadas por 17 vereadores, secretários e ex-titulares de pastas do Executivo municipal. Os dirigentes de institutos alegam não haver contratos cruzados, mas uma atuação conjunta entre organizações parceiras. As ONGs não se manifestaram.







