Fachin reage à desordem no STF
Diante da crise que há mais de uma semana corrói a credibilidade do Supremo Tribunal Federal, o presidente da Corte, Edson Fachin, decidiu agir. Ontem, ele retirou do ministro Alexandre de Moraes a condução do inquérito das fake news. Conhecido como “inquérito do fim do mundo”, ele trata de múltiplos temas e foi instaurado em março de 2019. Fachin também determinou que a investigação sobre mensagens trocadas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, relatadas por André Mendonça, seja submetida ao plenário da Corte na próxima terça-feira. Em mais uma decisão de ontem, Fachin suspendeu determinações de Mendonça e Flávio Dino sobre a permanência ou não do delegado Andrei Rodrigues no comando da Polícia Federal. Mendonça havia ordenado o afastamento do diretor-geral. Dino o reconduziu ao cargo. Com a decisão de Fachin, o delegado permanece à frente da corporação até que o presidente do Supremo dê a palavra final. Em seu despacho, o ministro repreendeu Mendonça e Dino e destacou que decisões monocráticas em sentidos opostos “comprometem a integridade do tribunal e a ordem pública”.







