Grupo de Moraes manobra e STF protela decisão sobre ministro
A sessão de ontem do STF teve bate-boca e acusações entre ministros no plenário e, após mais de seis horas, terminou sem que fosse julgado se deve ou não ser aberta investigação sobre a relação de Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Antes que o plenário avançasse para o mérito das 51 mensagens entre ambos, o decano da Corte, Gilmar Mendes — que fez pesadas críticas a André Mendonça ao longo da sessão —, apresentou questão de ordem para definir se o caso de Moraes e a análise dos atos de Mendonça na condução da investigação deveriam tramitar e ser julgados conjuntamente. O placar foi de 4 a 3 pela separação dos processos. Um pedido de vista de Flávio Dino interrompeu o julgamento. Embora seja parte no processo, Moraes votou pela análise conjunta das mensagens e dos supostos atropelos cometidos por Mendonça na condução da apuração. Moraes afirmou ser alvo de “farsa montada”, negou troca de mensagens com Vorcaro e disse que todos sabem a “motivação político-eleitoral dessas criminosas mentiras”: “Vingança dos aliados daqueles que tentaram acabar com a democracia e foram condenados”, afirmou.







