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Como escolher um fundo de investimento adequado aos seus objetivos 

Objetivo, prazo para recuperar os recursos, taxas e estratégia ajudam a comparar produtos além da rentabilidade passada

Objetivos, prazos de resgate e custos devem orientar a escolha de um fundo de investimento - Foto: Getty Images
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• O primeiro passo é definir para que o dinheiro será usado e quando poderá ser necessário

• Prazo de resgate, oscilações da carteira e custos devem ser avaliados em conjunto

• O histórico do fundo ajuda na análise, mas não garante resultados futuros

Um fundo pode ter apresentado bons resultados nos últimos anos e, ainda assim, ser inadequado para alguém que precisará do dinheiro em poucos meses. Antes de comparar rentabilidades, é preciso definir o objetivo da aplicação e o prazo pelo qual os recursos podem permanecer no fundo.

Essa pergunta vale tanto para uma pessoa que está formando uma reserva quanto para uma empresa que precisa preservar recursos para suas despesas e operações. Com o objetivo definido, fica mais fácil avaliar a estratégia, a possibilidade de recuperar o dinheiro, os custos e o histórico de cada produto.

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Estratégia e prazo de acesso ao dinheiro

O primeiro passo é entender onde o fundo pode aplicar os recursos. Sua carteira pode incluir títulos de renda fixa, ações, crédito privado ou outros ativos, cada um com características próprias. A estratégia deve ser compatível com o prazo e com a possibilidade de perdas que o investidor aceita.

Também é necessário verificar quando o dinheiro poderá voltar à conta. Nos fundos abertos, o regulamento informa o prazo de conversão das cotas no resgate e a data de pagamento. Mesmo um fundo que recebe pedidos de resgate diariamente pode levar mais tempo para efetuar o pagamento.

Nos fundos fechados, em geral, o cotista não pode pedir o resgate durante o prazo de duração do produto. Quando há possibilidade de vender as cotas a outro investidor, a saída depende da existência de compradores e do preço oferecido. Para uma empresa, essas condições precisam ser compatíveis com o fluxo de caixa, sem comprometer recursos necessários à operação.

O que o histórico revela — e o que não revela

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A rentabilidade passada mostra como o fundo se comportou, mas não garante que o resultado se repetirá. Em vez de olhar apenas o retorno de um ano, vale observar períodos diferentes e comparar o desempenho com o de fundos de estratégia semelhante.

A comparação também deve usar uma referência adequada à política do produto. O CDI ou o Ibovespa podem ser úteis em determinadas estratégias, mas não servem automaticamente como medida para todo fundo de renda fixa ou de ações.

Além do retorno, é importante observar as oscilações. A volatilidade indica quanto o valor das cotas variou ao longo do tempo. Já o drawdown mostra a queda registrada entre um valor máximo e o ponto mais baixo alcançado depois dele, dentro de um período. Esses dados ajudam a entender o percurso do investimento, embora não resumam todos os fatores que podem afetar os resultados futuros.

Taxas reduzem o rendimento recebido

Antes de aplicar, o investidor deve verificar as taxas cobradas pelo fundo e os serviços a que elas correspondem. Entre elas podem estar a taxa de administração, ligada ao funcionamento do produto, e a taxa de gestão, que remunera a atividade da gestora. Mesmo diferenças aparentemente pequenas de custo podem ter efeito relevante ao longo do tempo.

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Alguns fundos também cobram taxa de performance quando o resultado supera uma referência definida no regulamento. É preciso conferir como essa cobrança é calculada e comparar o custo total com o de produtos de estratégia semelhante. Uma rentabilidade divulgada sem atenção às taxas pode dar uma impressão incompleta do resultado para o cotista.

Quem cuida do fundo

A gestora define a estratégia e toma as decisões sobre a carteira. Por isso, vale conhecer sua experiência na área em que o fundo atua e a equipe responsável pelo produto. O histórico dos profissionais e eventuais mudanças na gestão ajudam a contextualizar os resultados, sem determinar o desempenho futuro.

A administradora tem outra função: responde pela constituição e pelo funcionamento do fundo e por obrigações ligadas à sua estrutura. O investidor pode consultar o registro dessas instituições na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e identificar as responsabilidades de cada uma nos documentos do produto.

Onde encontrar as informações

O regulamento reúne regras como política de investimento, taxas e condições de aplicação e resgate. Quando disponível para o produto, a lâmina apresenta informações essenciais de forma resumida. Esses documentos devem ser lidos antes da decisão, sobretudo para verificar se a estratégia e o prazo de acesso ao dinheiro correspondem ao objetivo definido no início.

Escolher um fundo, portanto, não é encontrar o maior rendimento em uma lista. É selecionar um produto cujas regras façam sentido para a finalidade dos recursos e para o tempo em que eles poderão permanecer aplicados.

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