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Combate à informalidade é uma das formas de garantir segurança em obras

"Não basta incentivar a formalidade, é preciso combater a informalidade. Combater mesmo, enfrentar.” As palavras firmes são do presidente da CBIC, José Carlos Martins, e dão ideia da importância dessa meta para o setor. Além de questões econômicas, como a concorrência desleal por conta do preço menor que o informal pratica, há sérias repercussões na segurança do trabalhador. “Estamos fazendo um trabalho assistido para a informalidade, tentando pegar essa população que não recebe informação. Temos feito campanhas nacionais mostrando a importância desse combate”, destaca Haruo Ishikawa, presidente do Seconci-SP e vice-presidente do Sinduscon-SP.

Pioneiro, o Comitê de Incentivo à Formalidade do Sinduscon-PR tem feito visitas regulares a canteiros de obras para tratar do tema. “A gente não vai lá de forma punitiva; é uma fiscalização, uma orientação com o objetivo de combater a informalidade”, explica Sérgio Crema, presidente da entidade.

Além das visitas, o comitê aplica questionários para entender como funcionam os processos nos canteiros, verificando, por exemplo, se os trabalhadores fazem uso dos equipamentos de proteção individual. “A informalidade gera muito problema. Considerando os dados das empresas que são formalizadas e filiadas às entidades do Paraná, há uma redução de 50% no nível de acidentes de trabalho”, avalia Crema.